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Às vésperas de julgamento de acusado de homicídio, viúva de vítima é flagrada pedindo dinheiro, trocando cartas e fazendo promessas a réu

 

A defesa do agricultor Nevir Gadens, acusado de ser o mandante da morte de Claudio Roque Andreczevski Herbst de 27 anos, em 15 de abril de 2021, no município de Canoinhas juntará aos autos do processo nas próximas horas uma série de evidências que promete causar uma reviravolta no caso.

A viúva de Cláudio, Carolina, que sempre apontou Nelvir Gadens como o mandante do crime, foi flagrada em troca de mensagens por aplicativos e, por meio de correspondências, pedindo dinheiro a Nelvir, além de sugerir que poderia reatar um relacionamento com o agricultor desde que ele desse a ela dinheiro, além de um comércio, um carro e um apartamento na cidade de Guarapuava.

Carolina e Nelvir foram casados por dez anos. Eles viviam em Guarapuava, no interior do Paraná. No final de 2020 terminaram a relação e no início de 2021, Carolina foi viver com Cláudio, no município de Canoinhas. Em 15 de abril de 2021, Cláudio foi assassinado com nove tiros em sua casa, em Canoinhas. Carolina imediatamente acusou Nelvir de ser o mandante do crime. A motivação seria ciúmes. Nelvir e outros dois homens foram presos. Segundo o advogado Cláudio Dalledone Júnior, que defende Nelvir, na prisão, Nelvir passou a receber cartas de Carolina. “Em uma delas, a mulher chega a revelar que ainda nutre um sentimento de amor por Nelvir e que foi muito feliz com ele”, comenta o criminalista. Pedidos de dinheiro Segundo o criminalista, Carolina tenta se corresponder com Nelvir por aplicativos de mensagens por terceiros. Além disso, sempre que pode pede quantias em dinheiro para ele. Atualmente Nelvir cumpre prisão domiciliar, em Guarapuava. “Essa senhora insiste em manter um vínculo com aquele que ela mesma acusa de ser o algoz de seu companheiro. Nos causou espanto, quando recentemente tivemos acesso a uma mensagem enviada por ela ao filho mais novo de Nelvir. Na mensagem ela diz que quer voltar a Guarapuava e quer reatar a relação com Nelvir. Para isso ele precisaria comprar para ela uma pizzaria, um apartamento e um carro na cidade”, detalhou o criminalista.

Segundo Dalledone, a conduta da mulher causa espanto, uma vez que a mesma sempre disse, ao menos diante das autoridades, que Nelvir era um homem violento e que ela era perseguida por ele. “Isso sem falar na acusação de homicídio que essa senhora atribui a Nelvir”, completou Dalledone. A defesa irá apresentar as mensagens e correspondências enviadas por Carolina para Nelvir aos autos do processo e apresentará todo o conteúdo aos jurados, no Tribunal do Júri de Canoinhas, na próxima semana, quando acontece o julgamento. “Algo de muito estranho aconteceu e está acontecendo. A história contada até agora para as autoridades não faz sentido, não fecha. Reviravoltas são esperadas neste julgamento e a defesa mantém a certeza de que será provado que a acusação contra Nelvir é parte de uma trama que começou a ser escrita no começo de de 2021. As verdades que serão trazidas ao Tribunal do júri abalarão as estruturas deste julgamento”, finaliza Dalledone.

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