Canoinhenses que não estão imunizados contra a febre amarela precisam tomar a vacina. O alerta é da Secretaria Municipal de Saúde de Canoinhas. “A situação é preocupante, pois na sexta-feira foi confirmada a existência do vírus da febre amarela na cidade de Antonina, no Paraná, que fica a 250 quilômetros de Canoinhas”, revela a secretária Zenici Dreher.
Canoinhas está localizada em área geográfica que possui um corredor ecológico onde existe risco elevado de proliferação do vírus da febre amarela e por isso a necessidade da intensificação. “O objetivo principal da ação é prevenir doenças e proteger a nossa população”, explica.
A vacina é indicada para toda população entre nove meses até 60 anos de idade e principalmente para frequentadores e moradores de áreas rurais, trilhas, áreas de matas porque o vírus circula predominantemente em locais silvestres.
Cada pessoa deve procurar a sua unidade de saúde referência para tomar a vacina. Lembrando que os moradores do interior podem ir até a unidade central. As unidades de saúde voltam ao atendimento normal na sexta-feira, dia 1º.
De acordo com a secretária, inicia em Fevereiro também uma nova estratégia de vacinação no município de Canoinhas especialmente para a população que reside na área rural. Toda última semana do mês uma vacinadora vai acompanhar os serviços nas Unidades de Saúde da região interiorana.
Quem já tomou uma dose de vacina contra Febre Amarela está protegido e não há necessidade de nova dose. A Febre Amarela possui taxa de mortalidade de 50% e só a vacina protege!
Contraindicação
A vacina não deve ser tomada por pessoas que se encontram nas situações abaixo:
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crianças menores de 9 meses de idade;
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mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade;
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com alergia grave ao ovo;
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que vivem com HIV e têm contagem de células CD4 menor que 350;
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em tratamento de quimioterapia/radioterapia;
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portadoras de doenças autoimunes;
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submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a resposta imunológica).
Para os casos abaixo, é necessário que a pessoa seja avaliada por um profissional antes de tomar a vacina, sendo preciso medir os riscos e benefícios da vacinação:
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pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida;
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indivíduos com imunossupressão secundária à doença ou a terapias imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas);
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pacientes em uso de medicações antimetabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe;
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transplantados;
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pacientes com doença oncológica em quimioterapia;
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indivíduos que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina;
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indivíduos com reação alérgica grave ao ovo;
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pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma);
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indivíduos com idade acima de 60 anos;
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crianças que tiverem alguma dose do Calendário Nacional de Vacinação em atraso podem tomar junto com a da febre amarela, com exceção da tríplice viral (protege contra sarampo, rubéola e caxumba) e da tetra viral (protege contra sarampo, rubéola, caxumba e varicela). Para a criança que não recebeu a vacina contra a febre amarela nem a tríplice viral ou tetra viral e for atualizar sua vacinação, orienta-se um intervalo de 30 dias entre as vacinas.
