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Exportações catarinenses registram queda de 19% após greve dos caminhoneiros

Queda nas vendas externas reforçam importância de medidas emergenciais defendidas pelo COFEM (Nico Esteves/Tempo Editorial)
As exportações catarinenses registraram em maio queda de 19,4% em relação ao mesmo mês do ano passado, totalizando US$ 647 milhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento (MDIC) e foram divulgados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), na quinta-feira (7). As importações somaram US$ 1,1 bilhão, valor 20,4% superior ao registrado no mesmo período em 2017.
O presidente da FIESC, Glauco José Côrte, lembra que os embarques catarinenses já vinham sendo prejudicados por questões como as restrições impostas pela União Europeia e destaca que a balança comercial é o primeiro indicador econômico de Santa Catarina a confirmar o reflexo das paralisações. “A retração das exportações no mês reforça o que já sentíamos durante a greve: o cumprimento dos contratos de exportação foi prejudicado”, diz.

Essa é uma das razões pelas quais o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) encaminhou nesta semana ofício ao Fórum Parlamentar Catarinense com propostas para minimizar os efeitos das paralisações. Entre elas, destacam-se a disponibilidade de linhas de crédito acessíveis para as empresas e a postergação do recolhimento de tributos. Neste caso, sugere-se o apoio de linhas de crédito especiais do governo federal para suportar as necessidades de caixa dos Estados.

Reversão de resultados
Com a queda das exportações de maio, o resultado dos embarques no acumulado do ano, que era positivo até abril, também entrou no vermelho. Até maio as exportações do Estado totalizaram US$ 3,3 bilhões, resultado 3,7% menor que o registrado no mesmo período do ano anterior. Considerando a participação na pauta de exportações em termos de produtos, os destaques são carne de aves (recuo de 6,25% no período), soja (redução de 32,8%) e carne suína (queda de 13%). Registraram crescimento no período: partes de motor (aumento de 8,6%) e motores elétricos (3,2%). Com relação aos principais parceiros comerciais no acumulado do ano, Estados Unidos, México e Japão mostraram decréscimo no volume comercializado, ganhando espaço as vendas para a China (5,4%) e para a Argentina (9,4%).
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