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Motoristas aguardam votação no Senado para decidir rumos da greve

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Mesmo após o anúncio da redução de R$0,46 no litro do diesel por 60 dias – realizado pelo presidente da República, Michel Temer, na noite de domingo, 27 -, motoristas paralisados na BR-280, em Canoinhas, afirmam que a paralisação continua. A greve segue normal, pelo menos, até às 16h, horário em que o Senado coloca em pauta votação de urgência do projeto que discute o preço mínimo do frete.
“Tudo parado por aqui pelo menos até às 16h, por conta da votação no senado”, afirmou um dos caminhoneiros paralisados na BR-280, Francisco Burgardt. O motorista ainda afirmou que a categoria pede a redução de no mínimo 20% do preço do litro do diesel (10% a mais do que o anunciado por Temer). “Queremos no mínimo 20% menos no preço final do Diesel e andamento no senado da PL 121/16. Por ora, tudo mantido por aqui”.
NOVA PROPOSTA
O governo federal cedeu e decidiu congelar por 60 dias a redução do preço do diesel na bomba em R$ 0,46 por litro. A proposta foi anunciada na noite de domingo, 27, pelo presidente Michel Temer, que fez um pronunciamento depois de um dia inteiro de negociações no Palácio do Planalto. A título de comparação, o presidente disse que esse desconto equivale a zerar as alíquotas da Cide e do PIS/Cofins. Os representantes dos caminhoneiros autônomos não aceitaram o congelamento do diesel por apenas 30 dias, como havia sido inicialmente proposto.
O governo federal concordou ainda em eliminar a cobrança do pedágio dos eixos suspensos dos caminhões em todo o país, além de estabelecer um valor mínimo para o frete rodoviário. Essas determinações foram publicadas em edição extra no Diário Oficial da União nesta madrugada.
IMPACTOS
A equipe econômica foi chamada ao Palácio do Planalto para calcular o impacto das novas vantagens concedidas ao setor. Durante todo o dia, custos, cortes e compensações foram avaliados. Além de restrições orçamentárias, empecilhos legais tiveram de ser examinados. Na primeira rodada de negociações com os caminhoneiros, quando se acordou que a Petrobras baixaria em 10% o preço do diesel nas refinarias durante 30 dias, e os caminhoneiros fariam uma trégua de 15 dias na paralisação, o Ministério da Fazenda estimou em R$ 5 bilhões o valor das compensações do Tesouro Nacional à estatal.
Agora, com a validade do congelamento do preço nos postos – e não na refinaria – pelo dobro do tempo, as despesas serão proporcionalmente elevadas. Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, as reivindicações custarão R$ 10 bilhões ao Tesouro.
SENADO
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), convocou uma sessão extraordinária para hoje, 28, às 16h à tarde para tentar votar o projeto que trata da fixação de preços mínimos para os fretes em todo o país.
A aprovação do projeto está entre as reivindicações dos caminhoneiros. A proposta prevê a adequação de preços de acordo com tabela elaborada semestralmente por órgão competente, com valores por quilômetro rodado, por eixo carregado e conforme a carga.
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