
O novo ministro da Justiça, André Mendonça, decidiu substituir o general Guilherme Theophilo, secretário nacional de Segurança Pública, e escolheu nomear para o cargo o coronel da Polícia Militar Carlos Alberto de Araújo Gomes, natural de Canoinhas.
Theophilo era o único secretário remanescente da gestão de Sergio Moro, que deixou o cargo no último dia 24. Mendonça, ex-advogado-geral da União assumiu o ministério na semana passada.
Gomes é comandante da PM de Santa Catarina e preside o CNCG (Conselho Nacional dos Comandantes Gerais das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares).
O policial é próximo de aliados de primeira hora de Bolsonaro, como o chefe da Secretaria Geral, Jorge Oliveira, que é major da reserva da PM.
Com o convite a Gomes, o governo Jair Bolsonaro faz um aceno à bancada da bala no Congresso Nacional e a policiais, que são parte importante da base eleitoral do presidente.
O coordenador da Frente Parlamentar de Segurança Pública, deputado Capitão Augusto (PL-SP), enviou ofício a Bolsonaro na noite desta terça (5) afirmando que o nome de Gomes tem o respaldo da bancada.
Desde o ano passado, Gomes tem articulado junto ao governo uma proposta de Lei Orgânica da PM que, para a classe, garantiria mais autonomia diante de governadores.
Após o convite a Gomes, nesta quarta (6), o nome passou a sofrer resistência de militares próximos a Theophilo e de pessoas próximas à família e à área ideológica do governo.
Especialistas em segurança pública elogiam a escolha por julgarem que o policial tem conhecimento sobre o setor e tem mais traquejo político, o que poderá facilitar a interlocução com outras políticas.
Fonte: Gaucha ZH