
Além de questionar a Celesc sobre os motivos pela cobrança, o Procon de Florianópolis pede para que os usuários tenham a possibilidade de optar pelo parcelamento. Foto: Procon/Divulgação.
O Procon de Florianópolis enviou, nesta quinta-feira (26), uma notificação para a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) questionando a forma de cobrança dos valores retroativos nas contas de luz. A distribuidora afirma que recebeu a notificação e prepara as respostas necessárias.
Segundo o Procon da Capital, também foi solicitado à empresa que os consumidores tenham a possibilidade de parcelar o valor reajustado, “a fim de evitar inadimplências e endividamentos”.
O diretor do Procon de Florianópolis, Fernando Fernandes, ressaltou a importância da Celesc em manter a transparência em relação aos valores cobrados.
“Os consumidores têm direito de receber informação clara sobre o reajuste retroativo, bem como de se planejarem financeiramente para este aumento repentino”, afirma.
Em nota, a Celesc informou que o reajuste das tarifas é baseado em dados técnicos de especialistas em regulação e “enfatizando os riscos de desrespeitaras normas regulatórias, trazendo impactos para a prestação dos serviços de energia elétrica”.
Ainda por nota, a empresa afirma que todas as faturas emitidas a partir de 31 de outubro deste ano já irão considerar a nova tarifa.
Vale ressaltar que a decisão de manter o reajuste médio de 8,14%, homologado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), foi mantido pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região).
Entenda como funcionará o aumento
Os consumidores residenciais, baixa renda, rurais, iluminação pública e comércio, atendidos em baixa tensão – o que representa 79% dos consumidores-, terão um acréscimo de 8,42%.
Já para indústrias e unidades comerciais de grande porte, como por exemplo, shopping centers – atendidos em alta tensão -, o efeito médio será de 7,67%.
Por ND Mais