O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que divulgará em breve a relação dos países que concordaram em auxiliar na reabertura do Estreito de Ormuz. O anúncio ocorre após o reconhecimento de que diversos aliados rejeitaram as propostas iniciais de cooperação feitas por Washington.
A mobilização norte-americana busca garantir a segurança de navegação na região, que está efetivamente bloqueada desde uma operação militar conjunta entre Estados Unidos e Israel há mais de duas semanas. O fechamento da via marítima provocou uma crise energética em escala global, elevando drasticamente os preços internacionais do petróleo.
Trump manifestou descontentamento com a falta de prontidão de nações que dependem diretamente do estreito para o suprimento de combustível, mencionando que países como China e Japão deveriam colaborar com a iniciativa. Além disso, o presidente direcionou um alerta às nações europeias, sugerindo que o futuro da Otan pode ser prejudicado caso os aliados não contribuam para a segurança da rota.
As solicitações de assistência feitas pelo governo dos EUA incluem:
- Fornecimento de navios caça-minas;
- Combate a ameaças situadas ao longo do litoral iraniano;
- Neutralização de forças que utilizam drones e minas navais no Golfo.
O presidente também criticou especificamente o posicionamento do Reino Unido. Segundo Trump, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, não ofereceu apoio imediato durante os ataques iniciais ao Irã, disponibilizando embarcações apenas após a redução da capacidade de ameaça iraniana, o que foi classificado pelo líder norte-americano como uma ajuda tardia.
Por outro lado, o governo do Irã criticou a postura dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que Washington está recorrendo a terceiros por ajuda após realizar agressões injustas. Segundo o representante de Teerã, o Estreito de Ormuz permanece aberto para a navegação, estando fechado apenas para as nações consideradas inimigas.