
Um menino de 6 anos morreu após cair de um pula-pula durante a própria festa de aniversário em Votuporanga, interior de São Paulo. O caso, que aconteceu no dia 9 de outubro, acendeu um alerta para os riscos envolvidos neste tipo de brinquedo.
Segundo informações da família, o menino, identificado como Nicolas Souza Prado, estava brincando com outra criança quando a segunda criança caiu sobre ele. Nicolas fraturou quatro costelas e foi internado em estado grave. Ele passou por cirurgia, mas não resistiu e morreu cinco dias depois.
O pediatra Paulo Telles, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), afirma que os pula-pulas podem ser perigosos, principalmente se não forem usados com os devidos cuidados. “É importante respeitar a capacidade máxima de peso e crianças do brinquedo, informada no manual de instruções”, diz.
O pediatra também recomenda que o pula-pula esteja bem fixo no chão, que não se use água ou sabão durante a brincadeira e que, se for colocar mais de uma criança, que elas tenham idade, peso e altura similares.
“Não permitir saltos com cambalhotas ou piruetas também é importante”, afirma Telles.
O pediatra Nelson Douglas Ejzenbaum, neonatologista e membro da Academia Americana de Pediatria (AAP), afirma que, sem os cuidados necessários, os pula-pulas podem ser brinquedos perigosos.
“Tem que ter as proteções laterais e tem que obedecer ao número máximo de crianças, de acordo com o tamanho do pula-pula, para que elas não caiam umas em cima das outras”, explica.
Riscos de acidentes
Caso ocorra um acidente, as crianças podem sofrer ferimentos mais leves, como lesões e fraturas, ou até mais sérios e preocupantes, como um traumatismo craniano.
“Existem casos mais graves onde crianças caem errado ou pulam de forma errada, ou seja, dão mortais”, afirma Ejzenbaum. “Assim, pode acontecer de a criança cair e ter uma lesão medular causando até tetraplegia ou paraplegia”, alertou o pediatra.
Presença de um responsável
Os médicos enfatizam que a presença de um responsável é necessária durante o uso de pula-pulas. “Deve ter o controle da intensidade da brincadeira e tempo utilizado, além de controlar o número de crianças por vez e separar por idade”, explica a médica Anna Bohn.
A pediatra ainda conta que se a brincadeira estiver muito intensa, ela deve ser interrompida imediatamente. “Crianças menores de 5 anos idealmente não devem utilizá-lo”, completou, se referindo ao brinquedo.
Recomendações
Com base nas informações apresentadas, é possível fazer as seguintes recomendações para evitar acidentes em pula-pulas:
- Respeite a capacidade máxima de peso e crianças do brinquedo, informada no manual de instruções.
- O pula-pula deve estar bem fixo no chão.
- Não use água ou sabão durante a brincadeira.
- Se for colocar mais de uma criança, que elas tenham idade, peso e altura similares.
- Não permita saltos com cambalhotas ou piruetas.
- A presença de um responsável é necessária durante o uso de pula-pulas.
- Controle a intensidade da brincadeira e tempo utilizado.
- Controle o número de crianças por vez e separe por idade.
- Interrompa a brincadeira imediatamente se ela estiver muito intensa.
- Crianças menores de 5 anos idealmente não devem utilizá-lo.
É importante que os pais e responsáveis estejam cientes dos riscos envolvidos no uso de pula-pulas para que possam tomar as medidas necessárias para evitar acidentes.