
O setor de confecções de Santa Catarina deve registrar um crescimento de 2,12% na produção industrial em 2024, revertendo a trajetória de queda iniciada em 2021, segundo o Boletim de Conjuntura Econômica da Federação das Indústrias de SC (FIESC). Para o segundo semestre, a previsão é de um incremento de 4,89% em relação ao mesmo período de 2023. O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, atribui essa recuperação ao aumento do consumo das famílias, impulsionado pela queda da Selic, aumento da massa salarial e redução do desemprego.
O estudo da FIESC revela que o crescimento do setor em SC supera a média nacional, destacando a integração na cadeia têxtil do estado como um fator chave. No entanto, Bittencourt alerta que o alto nível de endividamento dos brasileiros pode limitar a intensidade dessa recuperação. Giuliano Donini, presidente da Câmara Têxtil da FIESC, aponta a necessidade de um ciclo virtuoso de desoneração da produção para sustentar o crescimento no longo prazo.
A introdução de uma taxação de 20% sobre compras de até US$ 50 a partir do segundo semestre pode beneficiar o setor, mas não resolve completamente a desigualdade tributária entre produtos nacionais e importados. Apesar da importação de artigos de confecção em SC ter aumentado significativamente, Donini acredita que a combinação da nova taxação e a alta do dólar ajudará o varejo doméstico a recuperar parte das vendas perdidas para o e-commerce.