Nos últimos dias, um jogo originário da Rússia vem tirando o sono de muitos pais. O jogo “Baleia Azul” tem o objetivo de desafiar jovens a cumprir metas que vão de mutilação até ao suicídio.
Com o objetivo de orientar os jovens e também os pais quanto ao assunto, a Psicóloga da Delegacia de Proteção a Criança, Adolescente, Mulher e Idoso – DPCAMI, de Canoinhas, esteve na Rádio Clube na manhã desta terça-feira (19).
Aparentemente o fenômeno começou na Rússia, mas está se espalhando.
Tudo na internet se espalha muito rápido, mesmo as coisas mais inacreditáveis. Neste caso não é diferente. O fenômeno ganhou visibilidade e vem se alastrando pelo mundo. Em alguns países, como Inglaterra, França e Romênia, as escolas têm feito alertas às famílias, depois que adolescentes apareceram com cortes nos braços, queimaduras e outros sinais de mutilação.
Jogos com apelos de riscos letais têm virado moda entre os adolescentes. Um exemplo é o jogo da asfixia, que gerou vítimas no Brasil.
As recomendações para as famílias são: monitorar o uso da internet, frequentar as redes sociais dos filhos, observar comportamentos estranhos e, sobretudo, conversar e conscientizar os adolescentes a respeito das consequências de práticas que nada têm de brincadeira. Atenção redobrada com os jovens que apresentem tendência a depressão, pois eles costumam ser especialmente atraídos por jogos como o da Baleia Azul. Também as escolas devem colocar o assunto em pauta e incorporar no currículo, cada vez mais, a educação para a valorização da vida, o respeito pela vida dos outros e o uso consciente das mídias e tecnologias.
