
Pesquisadores da Epagri, Luiz Fernando de Novaes Vianna e Fabio Martinho Zambonim, destacam no artigo “Mudanças climáticas, ecologia histórica e agricultura em Santa Catarina” a importância de resgatar os conhecimentos das populações originárias para mitigar os efeitos das mudanças climáticas na agropecuária catarinense.
Eles apontam que o desmatamento e a introdução de espécies exóticas pelos colonizadores europeus contribuíram para os desafios ambientais enfrentados atualmente, e que a agricultura familiar do estado, aliada a práticas como o plantio direto de hortaliças e a agroecologia, pode ser a chave para reverter esse cenário.
O artigo sugere que Santa Catarina, com seu forte foco na agricultura familiar, tem potencial para regenerar áreas degradadas e promover a biodiversidade, adotando práticas agrícolas regenerativas como sistemas agroflorestais (SAFs) e agricultura orgânica. Segundo os autores, a adoção dessas técnicas, já em curso em algumas regiões do estado, precisa ser ampliada para equilibrar os benefícios econômicos da produção agrícola com a preservação ambiental e cultural.
Apesar dos avanços na inserção da componente ambiental na agricultura catarinense, os pesquisadores alertam para a necessidade de continuar evoluindo. O desafio é manter os ganhos tecnológicos da produção agrícola moderna, enquanto se minimizam os impactos negativos dessas práticas no meio ambiente, na saúde pública e nas comunidades rurais.