
Santa Catarina aprovou um reajuste nas quatro faixas salariais regionais, agora variando de R$ 1.612 a R$ 1.840, conforme a qualificação dos cargos. A economista Edilene Cavalcanti explica que o aumento tende a impulsionar a economia local, com a elevação do poder de compra dos trabalhadores estimulando o consumo, principalmente em setores como alimentação e vestuário. Pequenos e médios comerciantes podem se beneficiar diretamente desse movimento, já que a demanda por bens e serviços locais tende a crescer.
Por outro lado, Cavalcanti alerta para os desafios enfrentados por pequenos negócios, que podem ter dificuldades em absorver o aumento nos custos salariais. Em setores com margens apertadas, a alta no salário mínimo pode resultar em cortes de vagas ou na adoção de alternativas, como a automação, para manter a viabilidade financeira das empresas.
Apesar dos desafios, o reajuste também pode reduzir a desigualdade salarial e estimular a formalização do mercado de trabalho. Cavalcanti destaca que o aumento pode atrair trabalhadores informais para empregos com carteira assinada, fortalecendo a inclusão social e ajudando a equilibrar as condições econômicas entre diferentes setores da economia estadual.