
O preço do azeite disparou no Brasil devido à queda na produção de azeitonas na Europa, especialmente em Portugal e Espanha, responsáveis por grande parte da importação brasileira. O fenômeno é resultado de secas severas que reduziram as colheitas nos últimos dois anos, causando escassez no mercado global e transformando o azeite em um produto mais caro e, em alguns casos, até protegido contra furtos nos supermercados brasileiros.
Apesar de uma leve recuperação nas colheitas europeias, com aumento projetado de 32% na produção de azeite na safra 2024/25, o impacto positivo para o consumidor brasileiro só deve ser sentido em meados de 2025. A logística de importação e a dependência externa retardam a chegada dos novos estoques, segundo especialistas, como o professor Carlos Eduardo Vian, da USP. Problemas climáticos durante a colheita, no entanto, ainda podem afetar essa recuperação.
O Brasil, com baixa produção de azeite, precisa de maior autossuficiência para reduzir a dependência externa, aponta Renato Fernandes, presidente do Ibraoliva. Ele sugere um investimento ampliado em olivicultura nacional, especialmente no Rio Grande do Sul. Enquanto isso, o Ministério da Agricultura alerta para golpes com produtos de qualidade inferior ou falsificados, recomendando cautela na compra de azeite a preços baixos.