
Com a reeleição de Donald Trump nos Estados Unidos, a Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) acredita que as exportações catarinenses podem se beneficiar de uma possível intensificação das tarifas sobre produtos chineses. Segundo Gilberto Seleme, presidente em exercício da FIESC, um aumento nas taxas sobre importações da China poderia abrir mercado para produtos brasileiros, especialmente da agroindústria e da indústria de madeira, como já ocorreu durante o primeiro mandato de Trump.
A FIESC também vê potencial de atração de fábricas estrangeiras, principalmente de empresas americanas que atualmente produzem na China, caso a guerra comercial se acirre. Com Santa Catarina já consolidada como exportadora de motores elétricos e componentes de madeira, o estado pode ganhar espaço no mercado norte-americano, impulsionado pelas sanções econômicas dos EUA contra a China.
Além disso, Santa Catarina pode expandir suas exportações de carne suína para a China, caso o país asiático retalie com tarifas sobre produtos americanos. Em 2024, os EUA já se tornaram o principal destino das exportações catarinenses, com destaque para madeira e motores elétricos, que geraram mais de US$ 1,3 bilhão entre janeiro e setembro.