
A taxa de inadimplência entre as famílias de baixa renda no Brasil atingiu 37,7% em outubro, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Esse aumento reflete o impacto dos juros elevados e do crédito mais caro sobre a renda das camadas mais vulneráveis da população. Embora o endividamento tenha apresentado uma leve queda, permanecendo em 77%, o índice de inadimplência segue em ascensão, com as famílias em média 66 dias atrasadas para quitar seus débitos.
A pesquisa revelou que cerca de 13% das famílias afirmam não ter condições financeiras para quitar suas dívidas, e aproximadamente 85% dos endividados utilizam o cartão de crédito como principal meio de pagamento. O cenário de dificuldades financeiras é ainda mais alarmante quando se observa que 30% dos consumidores apresentavam dívidas em atraso há pelo menos um mês em outubro, e mais de 50% estavam com dívidas vencidas há pelo menos três meses, o maior índice desde fevereiro de 2018.
Esse quadro de inadimplência, aliado ao aumento da dívida das famílias brasileiras, reflete uma crescente dificuldade de pagamento em um contexto de elevada taxa de juros e crédito restrito, afetando principalmente as camadas mais pobres da população.