
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) se posicionou contra a proposta de redução da jornada de trabalho, afirmando que a legislação trabalhista já oferece flexibilidade suficiente para que empregadores e empregados ajustem suas jornadas de acordo com as necessidades de cada setor e empresa. A FIESC argumenta que impor uma jornada menor por lei pode prejudicar ainda mais o setor industrial, que já enfrenta desafios como alta carga tributária, infraestrutura deficiente e dificuldades no acesso a crédito.
A entidade também considera que o momento é inadequado para a discussão, especialmente devido à alta demanda por empregos e a dificuldade das empresas em preencher vagas. Segundo a FIESC, a Reforma Trabalhista de 2017 já garante a possibilidade de ajustes na jornada de trabalho, sem a necessidade de imposição de novas regras, que podem afetar a competitividade das indústrias brasileiras.
A discussão ganhou força após uma deputada do PSOL de São Paulo lançar uma proposta de emenda constitucional que visa obrigar as empresas a adotarem a jornada de trabalho de quatro dias por semana. A FIESC, no entanto, defende que qualquer alteração deve ser fruto de negociação entre as partes, levando em conta as especificidades de cada setor.