
Monte Castelo tem se consolidado como referência na ovinocultura, impulsionando a realização de eventos agropecuários de grande porte. A Cabanha Sangue Catarinense, pioneira no ramo, tem sido peça-chave nesse desenvolvimento, especialmente com o tradicional leilão de genética ovina realizado anualmente em setembro. Em 2024, o evento comercializou 47 exemplares da raça texel, movimentando R$ 319 mil. A Cidasc acompanha cada edição, garantindo a sanidade dos animais e orientando os produtores.
O sucesso da atividade no município se deve ao empenho da família Roscamp, que desde 2016 investe em genética de ovinos. Para Lucas Roscamp, a criação de ovelhas é mais do que um negócio: tornou-se um propósito de vida após perdas familiares. Hoje, ele, a esposa Roseli e o filho Samuel administram a cabanha, que mantém um rebanho de 250 animais e chega a 400 durante o período de nascimento dos filhotes.

A Cidasc fiscaliza a sanidade animal ao longo do ano, monitorando doenças como febre aftosa, brucelose e scrapie. “Nosso objetivo é que o produtor entenda que a Cidasc trabalha para garantir rebanhos sadios e qualidade na produção”, afirma Fabiano Franco dos Santos, gestor do Departamento Regional de Mafra da Cidasc. O crescimento da ovinocultura em Monte Castelo reforça a vocação agropecuária da região e sua importância no cenário estadual.