Santa Catarina enfrenta uma situação crítica no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (DIVE), 78% dos municípios catarinenses possuem focos identificados do mosquito, com 60% deles sendo considerados infestados.
Até o momento, foram encontrados 16 mil focos do vetor em 231 cidades, com 178 municípios em condição de infestação. O alerta é especialmente forte nas regiões do oeste, extremo-oeste e Vale do Itajaí, onde as condições climáticas favorecem a reprodução do mosquito.
Autoridades seguem vigilantes

Apesar de 2025 registrar 5.500 casos de dengue até o momento, um número significativamente inferior ao mesmo período do ano passado, as autoridades de saúde não relaxam nos cuidados. O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi Silva, destaca que a batalha contra a doença ainda está longe de ser vencida e que, embora os números de notificação sejam menores, o risco é constante, especialmente até junho.
A falta de notificação imediata e a persistência de chuvas e calor intenso são fatores que mantêm as autoridades em alerta, pois podem resultar em aumento no número de casos de dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito.
Orientação é eliminar focos de água parada

Além da dengue, 66 casos prováveis de chikungunya e 4 de zika vírus foram registrados em 2025, refletindo a proliferação do mosquito em diversas áreas do Estado. João Fuck, diretor da DIVE, reforça a importância de medidas preventivas, como a eliminação de focos de água parada, já que essas doenças continuam a representar uma ameaça significativa à saúde pública.
Em 2024, 340 mortes foram causadas pela dengue, o maior número registrado na história de Santa Catarina, o que intensifica ainda mais a necessidade de conscientização e ação contra o mosquito.