Os brasileiros podem pagar uma tarifa de energia semelhante à bandeira vermelha patamar 2 por até 25 anos, caso o Congresso Nacional derrube os vetos do presidente à Lei das Eólicas Offshore (Lei 15.097/25). O alerta foi feito pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), que estima um impacto de R$ 20 bilhões por ano nas contas até 2050.

O valor adicional previsto é de R$ 7,63 a cada 100kWh, praticamente o mesmo da bandeira vermelha 2, que cobra R$ 7,87/100kWh. Caso os vetos sejam rejeitados, além do aumento na conta de luz residencial, produtos e serviços essenciais, como alimentos e transporte, também podem encarecer.
Aumento preocupa população
O aumento no custo de energia, segundo especialistas, afetará especialmente as famílias de baixa renda, que já enfrentam dificuldades para pagar as contas básicas. Para Mónica Banegas, especialista em Justiça Energética do Instituto Pólis, o momento deveria ser de debate sobre a redução da tarifa, e não sobre novos aumentos.

Além disso, a inclusão das emendas vetadas, chamadas de “jabutis”, pode representar um custo total de R$ 545 bilhões até 2050. Essas emendas obrigam a contratação de usinas de gás natural e carvão, contrariando metas ambientais e elevando os preços para os consumidores.
Projeto está nas mãos dos parlamentares
A FNCE defende a manutenção dos vetos e orienta que os consumidores pressionem deputados e senadores para evitar um novo aumento na conta de luz. O presidente da entidade, Luiz Eduardo Barata, destaca que os parlamentares têm o poder de impedir esse impacto financeiro. O projeto será analisado novamente em abril, e a decisão final do Congresso pode definir o futuro da tarifa de energia no Brasil.