Santa Catarina é o estado com menor participação no Programa Bolsa Família em todo o país. De acordo com dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (8), apenas 4,4% dos domicílios catarinenses recebem o benefício, contra uma média nacional de 18,7%. O levantamento integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) e revela o perfil de rendimento das famílias brasileiras em 2024. No estado, de um total de 2,8 milhões de lares, cerca de 123 mil contam com valores oriundos do programa.
A pesquisa mostra que apenas 1% da renda domiciliar em Santa Catarina vem de programas sociais, o menor índice do Brasil. O rendimento no estado é majoritariamente composto por trabalho (79,3%) e aposentadorias ou pensões (15,4%). Segundo o IBGE, o rendimento médio por pessoa em Santa Catarina cresceu 12% em um ano, passando de R$ 3.203 em 2023 para R$ 3.590 em 2024, o quarto maior do país.
Governo aposta na economia como política social

Para o secretário de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck, o número reduzido de beneficiários do Bolsa Família mostra que o estado tem priorizado a inclusão pelo trabalho. “Programas sociais são importantes, mas a melhor política para inclusão é a geração de emprego”, afirmou.
Ele destacou que Santa Catarina já gerou mais de 60 mil empregos formais em 2025 e que o Sine estadual tem atualmente mais de 7 mil vagas abertas. A estratégia, segundo o governo, é seguir fortalecendo a economia para reduzir a dependência de programas assistenciais.