Celebrada nesta terça-feira, 24 de junho, a Araucária ganha destaque como uma das árvores mais emblemáticas da região Sul do Brasil, especialmente em municípios do Planalto Norte Catarinense, como Canoinhas. Essa planta pré-histórica pode chegar a 50 metros de altura e viver por até 400 anos. Além de embelezar as paisagens, abriga aves como a gralha-azul, o papagaio-charão e a maitaca, e é responsável pela produção do pinhão, semente rica em fibras, minerais e de grande valor cultural e gastronômico na região.
Pesquisa transforma conservação em renda
A araucária já foi vista como problema por produtores rurais devido à proibição de cortes. No entanto, pesquisas inovadoras vêm revertendo essa visão ao torná-la uma alternativa econômica sustentável. Um exemplo é o trabalho realizado pela Epagri, em parceria com a Embrapa Florestas, que implantou um pomar de araucárias enxertadas em Papanduva, no Planalto Norte.

Com a técnica da enxertia, espera-se que as árvores comecem a produzir pinhão em apenas sete anos, ao invés dos 15 a 20 anos tradicionais. A iniciativa visa gerar renda para agricultores e contribuir com a preservação da espécie, atualmente ameaçada de extinção.
Tradição, ciência e proteção
Além do aspecto ambiental, projetos como o “Estradas com Araucárias” incentivam o plantio da espécie em divisas de propriedades e rodovias, promovendo o sequestro de carbono e a restauração ecológica. A araucária também aparece em pinturas rupestres, é tema de livros de receitas com pinhão e símbolo de identidade cultural do Sul.

Em Canoinhas, ações como as desenvolvidas pela Epagri ajudam a manter viva a tradição, aliando ciência, sustentabilidade e economia regional. Em tempos de mudanças climáticas e busca por equilíbrio ambiental, a araucária mostra que preservar o passado pode ser o caminho para um futuro mais verde.