Santa Catarina registrou média inferior a três cigarrinhas-do-milho por armadilha, número considerado positivo pela Epagri e que mostra a eficácia do manejo feito pelos produtores. De acordo com a pesquisadora Maria Cristina Canale, do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar, esse resultado só foi possível porque os agricultores aplicaram os cuidados ainda na fase inicial da lavoura, impedindo que os insetos transmitissem doenças logo no plantio.
No entanto, um alerta foi aceso em Mafra, no Planalto Norte, que pelo segundo levantamento consecutivo apresentou a presença da bactéria do fitoplasma do enfezamento vermelho. A pesquisadora recomenda que os agricultores da região reforcem o manejo químico e biológico, já que este é o período mais crítico para a transmissão de patógenos. Segundo ela, os sintomas nas plantas só devem aparecer na fase reprodutiva, podendo comprometer a produção de grãos.
Para ajudar os produtores, a Epagri mantém o programa Monitora Milho SC, que divulga semanalmente boletins sobre a situação da cigarrinha em todas as regiões. As informações também estão disponíveis no aplicativo Epagri Mob, onde técnicos e agricultores podem acompanhar dados atualizados e planejar ações de controle. A orientação da instituição é que os produtores mantenham atenção constante, pois a infectividade do inseto pode mudar rapidamente, exigindo respostas imediatas para evitar prejuízos na safra.