Dois estudos liderados por cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com apoio do Instituto Serrapilheira, trouxeram resultados promissores no diagnóstico precoce do Alzheimer por meio de exames de sangue. As pesquisas confirmaram que a proteína p-tau217 é o biomarcador mais eficiente para diferenciar indivíduos saudáveis de pessoas com a doença, alcançando mais de 90% de precisão.
Avanço brasileiro no diagnóstico
O estudo brasileiro se destacou por incluir pacientes de baixa escolaridade, grupo muitas vezes excluído de pesquisas internacionais, e identificou uma relação direta entre nível educacional e progressão da doença. Segundo o pesquisador Wyllians Borelli, exames de sangue podem facilitar o diagnóstico em fases iniciais, com menor custo e maior acessibilidade.
Caminho para o SUS
Os resultados foram reforçados por uma revisão internacional publicada na revista Lancet Neurology, que analisou dados de mais de 30 mil participantes e confirmou o p-tau217 como o marcador mais promissor para o Alzheimer. A equipe, que inclui os brasileiros Eduardo Zimmer e Wagner Brum, acredita que a tecnologia poderá chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS) nos próximos anos.
A expectativa é que os testes em escala nacional comecem ainda em 2025, com resultados previstos em até dois anos — um avanço que pode democratizar o acesso ao diagnóstico precoce e melhorar a qualidade de vida de milhões de brasileiros.
Fonte: CNN.