Produtores de tabaco de Canoinhas e região estão sendo convocados para um ato no dia 27 de outubro, quando será elaborado e apresentado um documento que representará a posição do Planalto Norte na COP-11, conferência mundial que discutirá o controle do tabaco em Genebra, na Suíça, em novembro.
O encontro, organizado pela Prefeitura de Canoinhas e entidades do setor, acontecerá às 10h na Asemca, seguido de almoço para os produtores. Segundo a prefeita Juliana Maciel, presidente da Amplanorte, o manifesto mostrará “a importância da produção de tabaco para a economia regional” e busca unir os agricultores em defesa da atividade.
Produção é base da economia regional
A vice-prefeita Zenilda Lemos reforçou que o tabaco é “a principal atividade econômica agrícola de Canoinhas” e alertou que medidas restritivas discutidas na COP-11 podem trazer impactos negativos ao setor. O documento também será encaminhado ao Governo Federal, destacando que o Brasil é o maior exportador mundial de tabaco há mais de 30 anos.
Canoinhas ocupa o sétimo lugar nacional na produção e é o segundo município com maior volume em Santa Catarina, o que reforça o peso econômico da cultura na região.
Setor movimenta milhões e gera empregos
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Rural, Gildo Stoker, cerca de 10 mil pessoas estão envolvidas na cadeia produtiva do tabaco em Canoinhas, município com pouco mais de 55 mil habitantes. Ele destaca que, apenas no último ano, a atividade movimentou R$ 230 milhões na economia local. “É dinheiro limpo, fruto do trabalho dos agricultores, que sustenta famílias e fortalece o comércio da cidade”, ressaltou.
O evento tem apoio da Amplanorte, Afubra, Amprotabaco, Fetaesc, Faesc, Senar e do Sindicato dos Produtores Rurais, que também participarão da elaboração do documento.