Produtores, autoridades e empresas do setor da fumicultura se reuniram nesta segunda-feira (27) em Canoinhas, durante o 1º Seminário do Agronegócio em Defesa do Tabaco, para elaborar uma carta do Planalto Norte que será entregue à comitiva brasileira na 11ª Conferência das Partes (COP-11) em Genebra, na Suíça. O documento busca garantir o respeito aos agricultores e evitar medidas punitivas que possam prejudicar a produção, principal fonte de renda de cerca de 14 mil famílias na região.
Além da agricultura, a cadeia do tabaco movimenta o comércio local, gera empregos diretos e indiretos em indústrias fumageiras, empresas de insumos, transporte e serviços. Dados da Amplanorte apontam que, na safra 2023/24, o faturamento do tabaco no Planalto Norte atingiu quase R$ 1 bilhão, representando 58,9% da produção catarinense, com sete dos dez municípios que mais faturaram localizados na região. A prefeita de Canoinhas e presidente da Amplanorte, Juliana Maciel, destacou que o pedido principal é respeito à história, à economia local e ao direito constitucional ao trabalho digno no campo.

O seminário contou com a presença de mais de 40 autoridades públicas e produtores, incluindo prefeitos, representantes de sindicatos, secretarias municipais de Agricultura e entidades parceiras como Afubra, Amprotabaco, Fetaesc, Faesc, Senar e Sicoob Credicanoinhas. Durante o evento, foram discutidas estratégias para fortalecer a produção de tabaco de forma sustentável e reafirmar a importância do setor para a economia do Planalto Norte e para os investimentos em saúde, educação e infraestrutura nas cidades da região.