A Epagri reuniu lideranças do setor leiteiro, representantes do Governo do Estado e parlamentares, na quinta-feira (4), em Florianópolis, para discutir o cenário atual da produção de leite em Santa Catarina. O encontro, promovido pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), avaliou custos de produção, rentabilidade, impactos das importações e caminhos para ampliar a competitividade da cadeia produtiva. O Estado, que é o 4º maior produtor de leite do país, registrou 3,3 bilhões de litros produzidos em 2024, somando 9% da produção nacional.
Entre as propostas apresentadas, destaca-se o incentivo ao sistema de produção à base de pasto, que reduz custos e aumenta a eficiência das propriedades. Outra estratégia é a ampliação das compras públicas de leite da agricultura familiar, especialmente para abastecer o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
Estudos mostram que governos federal, estadual e municipais poderiam adquirir antecipadamente até 68 milhões de litros por ano, garantindo renda às famílias e fortalecendo o consumo.
Incentivos e impacto das políticas públicas
O Governo do Estado mantém mais de R$ 216,3 milhões em programas de apoio à cadeia leiteira, por meio do Leite Bom SC, que inclui linhas de crédito subsidiadas e incentivos fiscais à indústria. A suspensão dos incentivos para a importação de leite já mostra resultados, com queda de quase 75% nas importações no primeiro semestre deste ano. Além disso, ações como o Programa Terra Boa contribuem para aprimorar pastagens e produtividade.
As discussões seguem com um Grupo de Trabalho que continuará alinhando medidas para fortalecer ainda mais o setor.