O mais recente levantamento do Programa Monitora Milho SC, realizado entre 24 de novembro e 1º de dezembro, indica aumento na média estadual de cigarrinhas-do-milho, chegando a 16 insetos por armadilha. As maiores ocorrências foram registradas em municípios do Oeste – como Ipira, Tigrinhos, Saudades e Guatambu – além de Benedito Novo, no Vale do Itajaí, e Braço do Norte, no Sul do Estado.
De acordo com a pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, o avanço está ligado ao estágio já avançado de muitas lavouras, que dificulta o manejo dos insetos.
As análises laboratoriais confirmaram a presença dos patógenos responsáveis pelo enfezamento-vermelho e enfezamento-pálido, além de vírus comuns em áreas do Extremo-Oeste, considerada uma região crítica. Embora a fase mais sensível da cultura já tenha passado para grande parte dos plantios, a Epagri reforça que lavouras ainda em fase vegetativa precisam de atenção redobrada para evitar atrasos no controle.
Recomendações e importância do monitoramento

Para agricultores com lavouras jovens, a orientação é intensificar o uso de inseticidas de contato e sistêmicos, aliados a produtos biológicos sempre que possível. Já quem está iniciando a colheita deve regular colheitadeiras a fim de evitar perdas e impedir o surgimento de plantas voluntárias, que servem de abrigo às cigarrinhas.
O programa Monitora Milho SC, criado em 2021 e reconhecido nacional e internacionalmente, acompanha 55 lavouras em todo o Estado e fornece dados essenciais para o manejo integrado.