A reforma do Imposto de Renda (IR), sancionada em novembro, entrou em vigor nesta quinta-feira (1º) e amplia a faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Hoje, a isenção alcança apenas quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036). A economia pode chegar a R$ 4 mil por ano, considerando o décimo terceiro salário.
Além da isenção total, a nova regra cria uma faixa de desconto parcial para salários entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, com redução progressiva do imposto. Na prática, quem ganha R$ 5.500 pode ter queda de cerca de 75% no imposto mensal, enquanto salários de R$ 6.500 e R$ 7.000 podem gerar economias anuais aproximadas de R$ 1.470 e R$ 600, respectivamente. O alívio já aparece no desconto em folha do salário de janeiro, pago no fim do mês ou início de fevereiro.
Alta renda e dividendos passam a pagar mais
Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo, que atinge quem ganha acima de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil mensais), com alíquota efetiva de até 10%. Cerca de 141 mil contribuintes serão impactados. Outra mudança é a tributação de dividendos, com retenção de 10% para valores acima de R$ 50 mil por mês, pagos por uma única empresa à pessoa física.
As alterações redesenham a tributação da renda no país, mas os efeitos completos só aparecerão na Declaração do Imposto de Renda de 2027, referente ao ano-base 2026.