A economia brasileira começa 2026 em um cenário de cautela, mas com alguns sinais positivos. A inflação está mais controlada, principalmente nos preços de alimentos e produtos industriais, enquanto o emprego segue aquecido e a renda da população mostra recuperação. Por outro lado, os preços dos serviços ainda sobem mais do que o ideal, o que exige atenção das autoridades econômicas ao longo do ano.
A expectativa é que a inflação fique dentro ou muito próxima da meta, mas o comportamento dos preços dos serviços pode dificultar esse controle. Por isso, o Banco Central deve seguir reduzindo os juros, porém de forma lenta e cuidadosa, evitando riscos que possam fazer os preços voltarem a subir. O ano eleitoral também entra no radar, já que anúncios de gastos públicos ou reajustes salariais acima do esperado podem pressionar a inflação.
Com juros um pouco menores e cenário internacional mais estável, a economia pode crescer de forma moderada em 2026. Setores como agronegócio, infraestrutura, energia renovável, logística e tecnologia devem continuar puxando esse crescimento. A Copa do Mundo também tende a movimentar o comércio e os serviços, aumentando a circulação de dinheiro. No entanto, tudo depende do controle das contas públicas. Se o governo mantiver disciplina fiscal, o país pode fechar o ano com crescimento estável. Caso contrário, incertezas podem frear a economia.
Fonte: Hugo Garbe – professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie.