A assinatura do Acordo União Europeia–Mercosul, prevista para este sábado (17), abre novas perspectivas para o agronegócio de Santa Catarina. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas, além da padronização de regras comerciais, reconhecimento de certificações e simplificação dos trâmites aduaneiros.
A proposta é diminuir a burocracia e facilitar o comércio entre os blocos, o que pode favorecer especialmente produtos agroindustriais catarinenses já consolidados no mercado europeu.
Santa Catarina chega a esse novo cenário com participação relevante nas exportações para a União Europeia. Em 2025, o agronegócio catarinense vendeu cerca de US$ 765 milhões ao bloco, alta de 15,4% em relação ao ano anterior, segundo o Observatório Agro Catarinense. Apesar do avanço, o acordo ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos dos países envolvidos.
Oportunidades e desafios
As carnes de frango lideram a pauta de exportações catarinenses para a União Europeia, seguidas por madeiras, tabaco e móveis. Países como Países Baixos, Bélgica, Espanha, Itália e Alemanha estão entre os principais destinos. Especialistas alertam, porém, para desafios como as barreiras não tarifárias, especialmente sanitárias, que ainda dificultam o acesso de alguns produtos, como o mel.
Mesmo assim, a expectativa é que o acordo ajude Santa Catarina a diversificar mercados, fortalecendo a presença no mercado europeu diante das recentes mudanças no comércio internacional.