Uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) revelou que compostos presentes na própolis verde têm potencial para atuar contra doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson. O estudo, realizado em laboratório, mostrou que substâncias extraídas do produto das abelhas podem proteger células nervosas e estimular mecanismos ligados à regeneração dos neurônios. Os resultados foram publicados na revista científica Chemistry & Biodiversity.
Proteção das células do cérebro
Durante os testes in vitro, os pesquisadores analisaram dois compostos específicos da própolis verde: artepelina C e bacarina. As análises indicaram que essas substâncias ajudam os neurônios a se diferenciarem, se conectarem e resistirem à morte celular — processo comum em doenças como Alzheimer e Parkinson. De forma simplificada, os compostos auxiliam as células do cérebro a suportar melhor danos e a manter seu funcionamento, estimulando a formação de novas conexões.
A própolis verde se diferencia da tradicional por ter origem na resina do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia), planta típica do Brasil, o que garante compostos únicos. Segundo o pesquisador responsável pelo estudo, ainda são necessários novos testes para definir doses seguras e comprovar a eficácia em modelos mais complexos antes de qualquer aplicação como medicamento.