O Senado Federal aprovou, em votação unânime nesta quarta-feira (4), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O tratado estabelece a retirada gradual de impostos de importação para 91% dos produtos europeus em um prazo de até 15 anos. Em troca, os países europeus devem eliminar as taxas sobre 95% dos bens vindos do bloco sul-americano, composto por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, em até 12 anos.
Para garantir a segurança da economia nacional, foram estabelecidas normas que permitem ao governo intervir se houver uma entrada excessiva de produtos estrangeiros que prejudique a produção local.
Embora o Brasil, a Argentina e o Uruguai já tenham aceitado o pacto, o Paraguai ainda precisa concluir sua votação interna. Além disso, a validade total do acordo depende da aprovação do Parlamento Europeu, onde alguns países ainda apresentam resistência. Se as próximas etapas seguirem o cronograma previsto, a expectativa é que as novas regras de comércio comecem a valer de forma provisória a partir de maio.