O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (17) o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, criando uma das maiores zonas comerciais do mundo. O tratado prevê a redução ou eliminação de tarifas em mais de 90% das trocas comerciais entre os blocos, conectando um mercado de cerca de 700 milhões de pessoas. A entrada em vigor depende agora da chamada “troca de notas” entre os países envolvidos, com expectativa de efetivação a partir de maio.
Mesmo antes de começar a valer plenamente, o acordo já gera reflexos no ambiente de negócios. A aproximação entre os blocos aumenta a previsibilidade econômica e regulatória, o que pode estimular empresas a expandirem suas operações para o exterior. Especialistas destacam que o momento favorece um planejamento mais estruturado, indo além de exportações pontuais e considerando aspectos como contratos internacionais, regras de origem, cadeias de fornecimento e proteção patrimonial.
Nesse cenário, Portugal surge como uma porta de entrada estratégica para o mercado europeu, principalmente para empresas brasileiras. A proximidade cultural e o idioma facilitam a adaptação e tornam o país uma base atrativa para expansão. Além disso, o acordo também deve aumentar a confiança de investidores europeus no Brasil, com projeções de crescimento no PIB, investimentos e exportações.