O mercado da soja em Santa Catarina apresenta sinais de resiliência, mesmo com a pressão típica do período de colheita no Brasil. De acordo com o Boletim Agropecuário de março da Epagri/Cepa, o preço médio pago ao produtor em fevereiro foi de R$ 117,09 por saca, uma queda de 3,7% em relação ao mês anterior. O recuo é considerado esperado diante da entrada de uma safra volumosa no mercado, o que amplia a oferta e impacta os valores.
Apesar da pressão interna, o cenário externo tem contribuído para sustentar os preços. As cotações na Bolsa de Chicago registraram alta em fevereiro e início de março, impulsionadas pela valorização do petróleo e do óleo de soja, influenciada por tensões no Oriente Médio. Com isso, os preços internacionais se mantêm acima de US$ 12 por bushel (unidade de medida), em níveis elevados desde 2024. Além disso, a atuação de fundos de investimento e a demanda por biocombustíveis reforçam o suporte às cotações globais.
Safra positiva em Santa Catarina
No campo, o desempenho das lavouras catarinenses segue positivo. Até o início de março, cerca de 83% das áreas estavam em boas condições, com a colheita avançando dentro do esperado. Mesmo com leve redução na área plantada, a produção deve alcançar aproximadamente 3 milhões de toneladas, garantindo a autossuficiência do Estado. O cenário indica que, apesar de ajustes pontuais nos preços, a soja mantém fundamentos sólidos e perspectivas equilibradas para os próximos meses.