Representantes do cooperativismo, das agroindústrias e de entidades do agro catarinense entregaram, nesta terça-feira (17), em Brasília, um manifesto a parlamentares da bancada de Santa Catarina defendendo uma modernização responsável da jornada de trabalho. O documento foi encaminhado a deputados federais e senadores e reforça a necessidade de um debate técnico e cuidadoso sobre a proposta de redução da carga horária semanal que tramita no Congresso Nacional.
Impactos econômicos preocupam o setor
De acordo com o manifesto, a possível redução da jornada pode gerar um impacto de cerca de R$ 10,8 bilhões por ano apenas para cooperativas e agroindústrias catarinenses. O setor, que atualmente mantém mais de 102 mil empregos diretos no estado, alerta que a medida pode exigir novas contratações e elevar custos operacionais, com reflexos na competitividade e até no preço final dos produtos ao consumidor.
As entidades também defendem que qualquer mudança seja construída com base em negociação coletiva, análise de impactos e participação ampla da sociedade. O documento ainda recomenda que o tema não seja votado em ano eleitoral, para evitar decisões apressadas.