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Ouvir música pode reduzir risco de demência e fortalecer a memória, apontam estudos

Estudos indicam que ouvir música ativa diversas áreas cerebrais e pode até reduzir risco de demência

A música vai muito além do lazer e pode trazer benefícios diretos para a saúde física e mental. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, manifestações artísticas têm impacto significativo no bem-estar. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, a musicoterapia foi utilizada em hospitais para reduzir ansiedade e melhorar o humor de pacientes. Atualmente, pesquisadores também investigam o uso da música no tratamento de condições como autismo e dislexia.

Como a música age no cérebro

Ao ouvir uma canção, diferentes regiões do cérebro são ativadas, como o hipotálamo, ligado ao humor e ao sono, e o tálamo, responsável por processar estímulos sensoriais e memória. Além disso, a música estimula a liberação de neurotransmissores como dopamina, serotonina, endorfina e ocitocina, associados à sensação de prazer e bem-estar. Esse conjunto de reações ajuda a reduzir o estresse, equilibrar os batimentos cardíacos e melhorar a concentração, podendo inclusive aumentar a produtividade no trabalho.

Benefícios para memória e envelhecimento

Estudos recentes também apontam que o hábito de ouvir música pode estar ligado à proteção do cérebro na terceira idade. Pesquisas com idosos indicam melhor desempenho em testes de memória e até redução no risco de demência, quando há contato frequente com músicas. Especialistas ressaltam que, embora não substitua cuidados médicos, a música é uma ferramenta simples e acessível que pode contribuir para um envelhecimento mais saudável, estimulando a mente e fortalecendo conexões cerebrais ao longo do tempo.

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