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Operação da PF mira rombo de R$ 365 milhões na previdência dos trabalhadores da Celesc

PF apura suspeita de crimes cometidos há mais de 15 anos

A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Lastro para investigar um rombo de R$ 365 milhões na Celos, a fundação de previdência dos funcionários da Celesc. Devido às perdas financeiras causadas por investimentos irregulares realizados entre 2004 e 2011, tanto aposentados quanto profissionais na ativa precisam realizar pagamentos extras para cobrir o prejuízo no fundo. O principal suspeito é um ex-diretor financeiro que teria aplicado recursos em ativos de alto risco e baixa qualidade, sem as análises técnicas necessárias.

As investigações apontam indícios de lavagem de dinheiro, com o possível desvio de valores para a compra de 35 imóveis em Santa Catarina, registrados em nome de terceiros ligados ao investigado. A operação resultou no bloqueio de bens e no sequestro de mais de 30 propriedades para garantir o futuro ressarcimento dos danos. Perícias indicaram que as movimentações financeiras da época não foram perdas comuns de mercado, mas decisões aceleradas que desrespeitaram as normas de segurança financeira.

Em esclarecimento, a atual gestão da Celos informou que as investigações tratam de fatos ocorridos há mais de 15 anos e não possuem relação com a atual administração ou com a carteira de investimentos vigente. A fundação declarou que colabora com as autoridades e que os ativos atuais são monitorados regularmente pelos órgãos de fiscalização.

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