Neste dia 20 de abril, o Brasil celebra o Dia Nacional do Disco de Vinil, uma data que homenageia a memória do cantor e compositor Ataulfo Alves, conhecido como um dos maiores compositores e cantores de samba da história da música brasileira. Muito além da nostalgia, o formato — que revolucionou a indústria fonográfica desde o seu surgimento em 1948 ao substituir os antigos discos de 78 rotações — vive hoje um momento de forte retomada. O que antes era considerado obsoleto transformou-se em um item de desejo, consolidando-se como protagonista no mercado musical e superando o desempenho das mídias digitais em diversos segmentos.
Mercado em alta e recordes de venda
Os números confirmam a força desse movimento: apenas em 2025, o setor registrou uma alta de 9% nos Estados Unidos, com quase 48 milhões de unidades vendidas. No Brasil, a tendência é ainda mais expressiva, com o vinil representando mais de 76% das vendas de mídias físicas. Artistas de peso, como Taylor Swift — que lidera o ranking com 1,6 milhão de cópias vendidas — e Lana Del Rey, impulsionam o mercado através de lançamentos estratégicos e edições especiais que atraem admiradores em todo o mundo.
A grande surpresa dessa nova era é o perfil do consumidor: o crescimento é sustentado, principalmente, pela Geração Z e pelos millennials. Esses jovens buscam uma experiência de consumo “anti-algoritmo”, valorizando a audição completa das obras e o valor tátil e histórico do objeto. Mais do que ouvir música, o vinil tornou-se um item de estilo de vida e decoração que atravessa gerações.