Com a chegada dos meses mais frios, o pinhão volta a ganhar destaque nas mesas das famílias catarinenses. No entanto, a expectativa para este ano é de uma colheita mais modesta. Segundo o engenheiro agrônomo da Epagri, Rogério Pietrzack, a previsão é de uma queda de 32% na produção em comparação ao ano passado. Essa redução é atribuída a fatores climáticos, como excesso de chuva e ventos desfavoráveis durante a polinização na primavera, além do próprio ciclo da araucária, que passa por um “esgotamento” após anos de alta produtividade.
Dicas para a colheita ideal
Para garantir o melhor sabor e qualidade, o especialista recomenda que a semente seja colhida apenas quando estiver madura, o que é indicado por tons mais amarronzados na pinha. O ideal é coletar o pinhão do chão, após a queda natural da pinha, evitando o risco de colher sementes verdes que mofam mais rápido e são difíceis de descascar. Um pinhão de qualidade deve ser pesado, firme, ter a casca brilhante e não apresentar furos ou mofo. Além disso, coletar direto da árvore é arriscado devido à altura das araucárias.
Armazenamento
A venda do pinhão já está oficialmente liberada desde o dia 1º de abril em Santa Catarina e desde o dia 15 de abril no Paraná. Para quem deseja conservar a semente por mais tempo, a dica é utilizar a refrigeração: na geladeira, o pinhão cru e com casca dura de 15 dias a dois meses. Já para quem prefere congelar, a semente crua pode ser mantida por até 12 meses, enquanto o pinhão cozido e sem casca permanece bom para o consumo por cerca de seis meses no congelador.