O Ministério da Saúde acendeu um alerta para o aumento de ocorrências com animais peçonhentos no Brasil. Nos primeiros quatro meses deste ano, o painel epidemiológico nacional contabilizou 45 mil casos, resultando em 96 mortes. Embora as picadas de cobras sejam mais comuns em regiões rurais, as áreas urbanas concentram mais de 60% dos registros totais, devido à grande presença de escorpiões, aranhas e abelhas nas cidades.
Especialistas orientam que, em caso de picada ou contato, a prioridade absoluta é se afastar do animal para evitar novos ataques. O local ferido deve ser lavado apenas com água e sabão. Medidas caseiras, como fazer torniquetes (amarrar o membro), cortar o local da ferida ou tentar espremer o veneno, são contraindicadas, pois essas ações agravam as lesões e aumentam o risco de complicações graves.
Em 2025, Santa Catarina registrou 6.186 atendimentos por acidentes desse tipo, o que representa uma alta de 2,5% em comparação ao ano anterior. Jaraguá do Sul destaca-se pelo volume de casos evidenciando o contato frequente entre áreas urbanas e zonas de mata.
Aranhas, serpentes e lagartas são os principais agentes desses acidentes. Como as cidades catarinenses possuem muitas áreas verdes intercaladas com residências, os encontros entre humanos e esses animais tornam-se inevitáveis durante os meses mais quentes. A orientação técnica reforça que a limpeza de terrenos, o controle de roedores e o cuidado com acúmulos de entulho são medidas fundamentais para evitar que esses animais se aproximem das casas.