Santa Catarina consolidou sua posição como referência brasileira em transplantes ao atingir a marca de 42,8 doadores efetivos por milhão de habitantes em 2025. O índice é mais que o dobro da média nacional, que fechou o ano em 20,3. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), o estado também registrou a menor taxa de recusa familiar do país, com apenas 32% de negativas, o melhor resultado da série histórica local.
O desempenho é atribuído a uma estrutura de saúde coordenada pela SC Transplantes, que foca na capacitação constante de profissionais para lidar com situações críticas. Entre janeiro e dezembro de 2025, foram registradas 804 notificações de potenciais doadores, resultando em uma eficiência de 43% na conversão para doações reais. Esse sistema beneficia não apenas os catarinenses, mas também pacientes de outras regiões do Brasil que dependem da logística de transporte aéreo e terrestre do estado.
Atualmente, qualquer pessoa pode ser doadora, sendo necessário apenas informar a família sobre esse desejo, já que o procedimento depende exclusivamente da autorização dos parentes. Nos últimos 21 anos, cerca de 26 mil pessoas foram beneficiadas em território catarinense com novos órgãos, tecidos ou células. O coordenador da SC Transplantes, Joel de Andrade, ressalta que o amadurecimento do sistema garante que os moradores do estado tenham as maiores chances de atendimento no país quando necessitam de um transplante.