Com a chegada do outono e a proximidade do inverno, a vacinação contra a gripe ganha destaque como a principal estratégia de saúde pública para evitar complicações graves e internações hospitalares. No Brasil, a campanha já ultrapassou a marca de 2 milhões de doses aplicadas, e a recomendação médica é unânime: a imunização é indicada para todos a partir dos seis meses de vida. Diferente do que muitos pensam, a vacina não é apenas para quem adoece com frequência, mas uma ferramenta coletiva fundamental para reduzir a circulação do vírus e proteger tanto o indivíduo quanto as pessoas ao seu redor.
Um dos maiores entraves para a adesão à vacina é o medo de que ela possa causar a própria doença. O infectologista Bil Randerson Bassetti, afirma que isso é um mito. Segundo o especialista, como o imunizante não contém o vírus ativo, é impossível que ele provoque a gripe. Eventuais reações leves, como uma indisposição passageira, são respostas naturais do sistema imunológico e não significam que o paciente foi infectado pelo vírus.
Por que se vacinar todo ano?
A necessidade da dose anual ocorre porque o vírus influenza sofre mutações constantes. A cada ano, a vacina é atualizada para garantir que o organismo reconheça as versões mais recentes do vírus. Vale lembrar que, embora existam diferenças técnicas — como a vacina trivalente (três cepas) oferecida pelo SUS e a quadrivalente (quatro cepas) disponível na rede privada —, ambas são altamente eficazes na prevenção de formas graves da doença. A orientação do infectologista é de não adiar a proteção e garantir a defesa do corpo antes dos surtos típicos das baixas temperaturas.