Considerado a principal causa de cegueira irreversível no mundo, o glaucoma é uma doença que danifica o nervo óptico, geralmente devido ao aumento da pressão interna do olho. O grande perigo reside no fato de ser uma condição silenciosa: ela não causa dor ou vermelhidão, e a perda de visão só é percebida em estágios avançados. Segundo especialistas, como a Dra. Carolina Daguano, o diagnóstico precoce é a única forma de evitar a perda visual definitiva, já que metade dos casos de deficiência visual no mundo poderia ser evitada com o tratamento correto.
Fatores de risco e hereditariedade
Um dos pontos de maior atenção é a hereditariedade. Embora nem todo glaucoma seja passado de pai para filho, algumas formas agressivas têm forte influência genética, exigindo que parentes de primeiro grau de pacientes com a doença iniciem o acompanhamento oftalmológico ainda na infância. Além da genética, outros fatores elevam o risco: ter mais de 45 anos, ser da etnia negra ou asiática, possuir alto grau de miopia ou conviver com doenças como diabetes e hipertensão. O uso prolongado de medicamentos à base de cortisona também pode elevar a pressão ocular e desencadear o problema.
Prevenção e tratamento
Como o glaucoma não tem cura, o foco médico é estabilizar a doença para impedir que ela progrida. O tratamento principal consiste na redução da pressão intraocular por meio de colírios, laser ou cirurgias. A recomendação é clara: pessoas acima dos 40 anos devem realizar exames de rotina, como a tonometria (medição da pressão do olho), pelo menos uma vez ao ano. Para quem possui fatores de risco, essa vigilância deve ser ainda mais rigorosa, garantindo que qualquer alteração seja detectada e tratada antes que a visão seja comprometida.