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Drones e inteligência artificial transformam o campo e reduzem uso de defensivos químicos

Com aplicação localizada de insumos e monitoramento inteligente, produtividade aumenta e custos são reduzidos no campo

A produção de alimentos no Brasil passa por uma transformação profunda com o avanço da tecnologia de precisão. Ferramentas que antes pareciam distantes do cotidiano rural, como drones e inteligência artificial (IA), agora são aliadas dos produtores para garantir lavouras mais produtivas e sustentáveis. A frota de drones agrícolas no país deu um salto impressionante, passando de 3 mil unidades em 2021 para mais de 35 mil em 2025. Essas aeronaves sobrevoam as plantações e identificam pragas ou doenças em tempo real. Com esse mapa detalhado em mãos, a aplicação de defensivos deixa de ser feita em toda a propriedade e passa a ser direcionada apenas nos pontos afetados, o que chega a cortar pela metade o volume de produtos químicos utilizados, protegendo o solo e reduzindo os custos.

Algoritmos e biologia no combate às pragas

A inteligência artificial funciona como o cérebro dessa modernização, cruzando dados de sensores de solo e clima para prever problemas antes mesmo que eles comprometam a colheita. Um exemplo prático e inovador desse modelo vem sendo aplicado em mais de 20 mil hectares de canaviais pela biorrefinaria Uisa, em parceria com a Engineering Brasil. O sistema usa algoritmos para reconhecer o padrão visual de insetos com 70% mais precisão do que a inspeção manual. Assim que a praga é localizada, drones são acionados para liberar predadores naturais exatamente naquela coordenada. Esse combate biológico reduziu em 15% o uso de pesticidas nas áreas monitoradas e gerou uma eficiência operacional de até 35%.

Economia e os desafios da conectividade

Além de evitar o desperdício de insumos — que pode representar até 30% dos custos de uma safra —, o uso de drones substitui o tráfego pesado de tratores em áreas alagadas ou acidentadas. Isso gera economia de combustível, evita que a terra fique compactada e diminui a emissão de carbono na atmosfera. A modernização também já garante ganhos de produtividade entre 15% e 25% nas lavouras nacionais.

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