Um grupo suspeito de movimentar cerca de R$ 100 milhões por meio da venda fictícia de rebanhos foi alvo da operação “Boi Fantasma”, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). As prisões ocorreram da última terça-feira (09) nos municípios de Palhoça e Joinville, em Santa Catarina. A investigação teve início no Rio Grande do Sul e apura um esquema de lavagem de dinheiro baseado na comercialização de gado que, na prática, não existia.
Rebanhos vendidos não foram encontrados
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o grupo simulava atividades agropecuárias para dar aparência de legalidade a recursos de origem ilícita. Para isso, os investigados arrendavam propriedades rurais e utilizavam pessoas conhecidas como “laranjas”, para emitir notas fiscais e Guias de Trânsito Animal (GTAs), documentos obrigatórios para a movimentação de rebanhos. No entanto, apesar da intensa movimentação documental, não havia comprovação da existência dos animais negociados.
Drones ajudaram a desvendar o esquema
As investigações contaram com monitoramento das áreas rurais, inclusive com o uso de drones, que confirmaram a inexistência de gado nas propriedades utilizadas pelo grupo. Conforme o MPSC, o esquema envolvia até 25 pessoas e teria sido estruturado para ocultar e movimentar grandes quantias de dinheiro por meio de transações fictícias. A operação segue em andamento para aprofundar a apuração dos fatos e identificar todos os envolvidos.