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Doença quase extinguiu produção de maracujá em cidade catarinense; especialistas alertam produtores

Virose derrubou os pomares de Araquari entre 2008 e 2019, mas medidas de manejo permitiram a recuperação gradual da cultura no município

A cidade de Araquari, conhecida como a capital catarinense do maracujá, enfrentou uma das maiores crises de sua história agrícola entre 2008 e 2019. Nesse período, a chamada virose do endurecimento do fruto provocou a destruição de grande parte dos pomares e reduziu drasticamente a produção local. Segundo a Epagri, a doença era inédita em Santa Catarina e se espalhou rapidamente, causando prejuízos aos produtores e comprometendo uma das principais culturas do município.

A virose é transmitida por pulgões, insetos comuns nas lavouras brasileiras, que carregam o vírus de uma planta para outra. Os frutos afetados apresentam endurecimento, menor quantidade de polpa e queda significativa na produtividade. De acordo com pesquisadores da Epagri, o combate ao inseto não resolve o problema, já que ele apenas transporta o vírus, que não pode ser eliminado com produtos químicos após a contaminação da planta.

Alerta aos produtores e recuperação da cultura

Diante do cenário, a Epagri reforça a importância de medidas preventivas para evitar novos surtos da doença. Entre as principais recomendações estão o uso de mudas sadias produzidas em viveiros protegidos, a renovação anual dos pomares e o respeito ao chamado vazio sanitário, período de pelo menos 60 dias sem cultivo para interromper a circulação do vírus. A adoção dessas práticas permitiu a recuperação gradual da produção em Araquari. Atualmente, produtores da região já registram aumento de até 50% na produtividade, demonstrando que o manejo adequado continua sendo a principal ferramenta para proteger os pomares e garantir a sustentabilidade da cultura do maracujá em Santa Catarina.

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