Dados da Organização Mundial de Alergia (WAO) apontam que 30% da população mundial e brasileira convive com algum tipo de reação alérgica. De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), essas condições são causadas por uma resposta excessiva do sistema de defesa do organismo a estímulos externos, gerando inflamações.
No Brasil, a rinite alérgica lidera os diagnósticos e atinge cerca de 30% dos habitantes, afetando 26% das crianças e 30% dos adolescentes, segundo o Estudo Internacional de Asma e Alergias na Infância (ISSAC). A asma alérgica compromete em torno de 20% da população nacional, enquanto a dermatite atópica — uma inflamação crônica e não contagiosa na pele — atinge 20% das crianças e 3% dos adultos. AAsbai reforça que a coceira intensa e as feridas na pele decorrentes da dermatite frequentemente provocam quadros de ansiedade e depressão nos pacientes.
Para conscientizar a população, a Semana Mundial da Alergia ocorre na última semana deste mês com o tema focado no cuidado familiar essencial. A iniciativa coincide com o início do inverno no Hemisfério Sul, período em que os prontos-socorros registram alta de internações por problemas respiratórios. Como a maioria das alergias tem base genética e não possui cura definitiva, os médicos recomendam a identificação dos gatilhos por meio de exames de pele ou de sangue, além do controle ambiental na residência, como o combate à poeira, mofo e ácaros, para garantir o bem-estar e evitar crises graves.