Quem sofre com rinite alérgica ou asma costuma perceber que os sintomas ficam mais intensos durante a noite. Nariz entupido, espirros, tosse e dificuldade para respirar podem atrapalhar o sono e reduzir a qualidade de vida. Segundo especialistas, isso acontece porque, no período noturno, a produção de cortisol — hormônio que ajuda a controlar inflamações — diminui, deixando o organismo mais suscetível às reações alérgicas. Além disso, a posição deitada favorece o acúmulo de secreções e aumenta a congestão nasal, tornando o desconforto ainda maior.
O quarto é um dos principais locais de exposição aos alérgenos, como ácaros, poeira e mofo, presentes em colchões, travesseiros, cobertores, tapetes e cortinas. Para reduzir as crises, especialistas recomendam manter o ambiente limpo e ventilado, lavar frequentemente as roupas de cama, utilizar capas antiácaro em colchões e travesseiros e evitar objetos que acumulam poeira, como bichos de pelúcia e cortinas pesadas. Também é importante higienizar regularmente os filtros do ar-condicionado e impedir que animais de estimação durmam no quarto.
Além da limpeza do ambiente, pequenas mudanças na rotina podem aliviar os sintomas durante a noite. Elevar a cabeceira da cama facilita a drenagem das secreções, reduz o refluxo e melhora a respiração. Umidificadores e purificadores de ar também podem ser úteis, desde que recebam manutenção adequada. Especialistas alertam, porém, que sintomas persistentes, crises frequentes ou episódios de falta de ar exigem avaliação médica. O tratamento pode incluir controle ambiental, medicamentos e, em alguns casos, imunoterapia, sempre com orientação profissional. Evitar a automedicação também é fundamental para garantir um tratamento seguro e eficaz.