
O setor de alimentos e bebidas registrou uma alta significativa de preços nos últimos 12 meses, com inflação acumulada de 7,25%, segundo o IBGE. Enquanto a inflação oficial do país ficou em 4,56% no período, os alimentos tiveram um impacto maior no bolso do consumidor. Em janeiro, a alta foi de 0,96%, o que reforça a preocupação do governo com o custo da alimentação.
Entre os produtos que mais subiram de preço, o destaque foi o abacate, que teve um aumento expressivo de 68,77%. Tangerina (68,56%), laranja-lima (59,56%), café moído (50,35%) e abobrinha (47,47%) também registraram altas significativas. Por outro lado, alguns alimentos apresentaram forte queda nos preços. A batata-inglesa liderou a lista dos produtos que mais baratearam, com redução de 38,59%, seguida por cebola (-26,02%), maracujá (-24,22%), cenoura (-22,29%) e repolho (-19,92%).
Os dados do IBGE mostram a volatilidade nos preços dos alimentos, influenciada por fatores como clima, safra e demanda. Produtos como frutas e hortaliças costumam oscilar mais ao longo do ano, enquanto itens básicos, como arroz e feijão, tendem a ter variações menores. A inflação no setor segue como um dos desafios para o governo, que busca medidas para conter o impacto no poder de compra da população.
Inflação dos alimentos: quem ficou mais caro em 12 meses
Abacate (68,77% ↑)
Tangerina (68,56% ↑)
Laranja-lima (59,56% ↑)
Café moído (50,35% ↑)
Abobrinha (47,47% ↑)
Inflação dos alimentos: produtos que mais deflacionaram em 12 meses
Batata-inglesa (-38,59% ↓)
Cebola (-26,02% ↓)
Maracujá (-24,22% ↓)
Cenoura (-22,29% ↓)
Repolho (-19,92% ↓)