Nesta segunda-feira (14), o Dia Nacional de Prevenção ao Afogamento Infantil relembra não apenas uma tragédia, mas também a importância de atitudes preventivas. A data foi criada em homenagem à pequena Susan Delgado, de apenas dois anos, que perdeu a vida após cair na piscina de casa. A história comoveu o país e deu origem a uma lei que busca conscientizar sobre um dos principais motivos de morte acidental entre crianças no Brasil.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, entre janeiro e março deste ano, foram registrados 2.800 salvamentos por afogamento no estado – sendo 15 em água doce e 2.790 no mar. O número supera o do mesmo período de 2024, quando foram 2.480.
Perigo dentro de casa
O major Guilherme Viríssimo, presidente da Coordenadoria de Atividades Aquáticas do Corpo de Bombeiros, alerta que os afogamentos infantis não acontecem apenas em praias ou rios. “A maioria ocorre em casa ou em locais próximos, como piscinas, tanques e até baldes com água”, explica.
Segundo ele, a imprudência é um fator comum, tanto entre adultos quanto crianças. O perfil médio das vítimas é de homens com 25 anos, mas entre os pequenos o risco é ainda mais alto, já que basta um segundo de distração para o pior acontecer.
Prevenir é o melhor caminho
A prevenção é simples e pode salvar vidas. Supervisão constante, trancar o acesso a áreas com água, ensinar a criança a nadar desde cedo e redobrar a atenção são atitudes que fazem toda a diferença. Em caso de afogamento, o major reforça que só deve entrar na água quem tiver capacitação específica para evitar mais vítimas.
“Ajude com um objeto flutuante, como uma garrafa pet, uma bola ou um macarrão de piscina”, orienta. A data serve como um alerta urgente: a diferença entre a vida e a morte pode estar em um simples cuidado.